5 filmes dirigidos por mulheres

Às vezes a gente só quer colocar o pé pra cima, relaxar e ver um bom filminho, né? Mas já aconteceu com você de procurar pra assistir um filme e só ter os mesmos filmes, com aquela mesma ideia de que o mocinho precisa salvar a mocinha ou de que a protagonista só precisa casar para os seus problemas se resolverem?

Comigo já e por isso, eu escolhi indicar aqui 5 filmes dirigidos por mulheres com protagonistas femininas para nos inspirar enquanto comemos nossa pipoquinha e aproveitamos uma tarde de cinema 😉

Aproveite e compartilhe com quem você quiser!

Frida (Julie Taymor, 2003)

Você conhece a Frida Kahlo? Esse é um filme pra você que ama arte ou procura inspiração em mulheres fortes. É a biografia de uma grande artista que lutou pra ser reconhecida e não se esconder atrás do que a sociedade considera certo para uma mulher. No filme, conhecemos mais das obras da Frida e entendemos algumas das suas dificuldades pessoais. A pintora era uma mulher feminista, ousada, mas que teve de enfrentar as sequelas de um grave acidente de trânsito e problemas para ter filhos.

O filme nos inspira a sermos corajosas, criativas e enfrentarmos os problemas da vida. A biografia concorreu a seis categorias no Oscar de 2003 e levou duas: melhor trilha sonora e melhor maquiagem. É um ótimo complemento pra quem já conhece as obras da artista e deseja conhecer mais sobre a vida dela.

Mamma Mia! (Phyllida Lloyd, 2008)

Mas se você é daquelas que gosta de filmes leves, engraçados e românticos, esse é pra você. Mamma Mia! é um musical inspirado nas músicas do ABBA. Ele conta a história de Sophie, que está prestes a se casar e não conhece o seu pai, ela nem sabe quem ele é, na verdade. Por isso, ela envia convites para três homens que foram namorados de sua mãe e que poderiam ser seu pai. Cada um vem de um lugar do mundo e tem uma personalidade diferente.

Além da Amanda Seyfried como Sophie, também tem a maravilhosa Meryl Streep como Donna, mãe da protagonista e vamos acompanhar os dilemas da vida dela e as lembranças que os homens trazem. É um filme engraçado, romântico e cheio de música boa, um ótimo filme pra ver com a família e voltar no tempo com a trilha sonora. Pra quem ama música, ama ABBA, ama a Grécia e ainda não viu essa comédia, com certeza vai amar. Mamma Mia: Here We Go Again, a continuação está disponível no Prime Video, assine aqui.

The Farewell (Lulu Wang, 2019)

A família de uma senhora chinesa descobre que ela possui pouco tempo de vida e decide não contar para ela sobre isso. Em vez disso, seus filhos e netos arranjam um casamento de última hora para que todos os parentes mais distantes possam vê-la por uma última vez sem que ela saiba o que está acontecendo de verdade. Billi é neta dessa senhora e mora atualmente em Nova York. Depois que ela recebe a notícia, ela faz de tudo pra visitar a avó pela última vez. Apesar de não conseguir esconder suas emoções, ela quer aproveitar os últimos dias com a idosa.

O filme discute relacionamentos familiares, distanciamento e conflito entre culturas e gerações. É impossível não se relacionar com as situações do filme. Aqui no Brasil, ele ainda não foi lançado (mas se você jogar no Google, pode achar onde assistir).

Adoráveis mulheres (Greta Gerwig, 2020)

O filme Adoráveis Mulheres é uma adaptação do livro “Mulherzinhas” de Louisa May Alcott e conta a história de 4 irmãs durante a Guerra Civil americana, uma época em que as mulheres tinham apenas uma função: casar. Com o pai ausente e a mãe trabalhando para sustentá-las, as irmãs ficam sob os cuidados da tia e enfrentam problemas como falta de dinheiro, tragédias familiares e conflitos românticos.

Jo é inspirada na própria escritora do livro e busca sua realização através de uma carreira e não de um casamento. O filme conta com a maravilhosa Emma Watson e alterna entre passado e presente da família.  É um bom filme pra quem gosta de romance e drama de época, com uma pitada dos dias atuais. Recomendo!

Você nem imagina (Alice Wu, 2020)

E por último, mas não menos importante, um filme que estreou pela Netflix em maio desse ano. É um romance adolescente, gostoso de acompanhar e que brinca com os clichês, que a gente tá acostumado em filmes de romance.

A história começa com um jogador de futebol que pede a ajuda de uma aluna prodígio para conquistar uma garota escrevendo cartas pra ela (porque seria mais romântico). Só que a Ellie, a garota que escreve as cartas, acaba se apaixonando, e não é pelo menino. A gente vai descobrir junto com a personagem quem ela realmente é. O filme também discute sobre preconceitos ligados a religião, cidades pequenas e como às vezes acabamos presos em uma vida que outros planejaram para nós.

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Book tag da semana

Oi gente, tudo bem? Essa semana resolvi brincar um pouquinho e responder uma book tag. São algumas perguntas relacionadas a livros que eu vi no blog Literatura Presente e resolvi responder também.
Lá vai!

Segunda-feira: um livro que tem preguiça de começar

Admito que tenho um pouco de preguiça de ler livros de comédia romântica, então vou colocar Teto para dois (apesar de ter interesse em ler). Esse livro conta a história de um homem e uma mulher que moram na mesma casa (só que ele de dia e ela à noite). Eu não sou muito fã de livros com clichês românticos, mas um dia quem sabe eu dou uma chance pra esse livrinho pra ter uma leitura mais leve.

Terça-feira: um livro difícil de terminar

Um livro que eu já ensaiei ler, mas nunca terminei é Os Miseráveis. Apesar de ser o clássico favorito de muita gente, as 1500 páginas me assustam um pouco ainda, apesar de eu adorar o filme e já ter lido a adaptação infantil na escola. Mas já tô com ele no Kindle pra ir lendo aos poucos.
O Miseráveis é um clássico da literatura mundial. Ele narra a emocionante história de Jean Valjean — o homem que, por ter roubado um pão, é condenado a dezenove anos de prisão. É um livro inquietantemente político, com uma das narrativas mais envolventes já criadas. 

Quarta-feira: uma série que ainda não terminou

Até hoje eu não li A Dança dos Dragões, quinto e último livro publicado da série As Crônicas de Gelo e Fogo (Game of Thrones). Uma parte porque eu não quero terminar essa série tão querida e ficar órfã (já que o autor está há 8 anos prometendo publicar os dois últimos livros e ainda não publicou) e em parte porque eu li o O Festim dos Corvos há um tempo e já esqueci de algumas coisas da história 😒
No quinto livro, vamos ver o ponto de vista dos personagens que não apareceram no quarto volume: Daenerys Targaryen, Jon Snow, Bran Stark e muitos outros. A luta pelo trono de Westeros continua e neste momento de inquietude crescente, as marés da política e do destino levarão inevitavelmente à maior dança de todas.


Quinta-feira: um livro que não recomenda

Não é que eu não recomende Prelúdio para a Morte, é que ele não funcionou para mim. A capa brasileira faz você pensar que é um thriller policial cheio de ação. Mas na verdade, ele é mais voltado para ser um suspense histórico. Se eu soubesse dessa característica do livro antes da leitura, talvez eu não me decepcionasse. Mas pra quem busca um thriller policial, pode esquecer, ele é um livro mais parado com um pouco de romance, dramas familiares e contexto histórico.
O livro conta a história de um cadáver estranhamente tatuado que foi encontrado nas encostas de Lake District e os cidadãos acabam relacionando esse acontecimento com uma antiga lenda local. Durante séculos, os habitantes acreditam que o lendário Fletcher Christian, líder do motim no Bounty, havia forjado o massacre da Ilha Pitcairn. Jane vai ser a responsável por achar um manuscrito de um poeta que pode trazer uma luz a esse mistério. Leia se você gosta de suspense histórico 😉

Sexta-feira: um livro que não vê a hora de ler

Atualmente eu estou com muita vontade de ler Vilão da V. E. Schwab. Eu já li outros livros da autora, um que eu gostei e o outro que não tanto por mais voltado para o público adolescente, mas dizem que esse é mais adulto, então fiquei curiosa.

Nesse livro, conhecemos a história de Victor e Eli, dois jovens brilhantes, arrogantes e solitários. No último ano da faculdade, o interesse em comum numa pesquisa sobre adrenalina, experiências de quase morte e poderes sobrenaturais lhes oferece uma possibilidade antes inimaginável: de que uma pessoa, sob as condições certas, seja capaz de desenvolver habilidades extraordinárias. No entanto, quando colocam em prática essa teoria, as coisas dão muito errado. Dez anos depois, Victor foge da prisão, determinado a encontrar seu antigo amigo — agora inimigo. Para localizá-lo, ele conta com a ajuda de uma garotinha, Sydney, que esconde uma habilidade sem igual, mas extremamente perigosa. Enquanto isso, Eli tem uma única missão: erradicar todas as pessoas ExtraOrdinárias que encontra, pois são todas aberrações, afrontas a Deus … exceto sua ajudante, Serena, uma mulher enigmática e persuasiva, capaz de impor sua vontade a qualquer um. Agora, armado com poderes terríveis e movido pela lembrança da traição, Victor caça seu arqui-inimigo em busca de vingança e de um embate no qual sabe que um dos dois deve morrer.

Sábado: um livro que quer reler

Recentemente eu li Malorie, a continuação do livro Caixa de Pássaros, e fiquei encantada com a história. Eu li Caixa de Pássaros para assistir a adaptação (Bird Box, disponível na Netflix), em 2018 e revisitar essa história foi muito interessante. Eu sempre gosto de reler livros favoritos e com certeza daqui um tempo vou querer reler esses dois livros, porque adoro essa história.
Quem leu o livro ou viu o filme sabe do cenário caótico que encontramos nessa história. Aqui abrir os olhos pode ser fatal e ninguém sabe exatamente porquê, sabe-se apenas que quem vê é capaz de atos extremamente violentos contra si e contra outros. No primeiro livro, conhecemos um pouco mais da Malorie e do grupo de sobreviventes que ela encontra. Eles vivem com esse constante medo de sair de casa e de abrir os olhos.
(Alerta de spoiler se você não leu Caixa de Pássaros) O segundo livro se passa doze anos depois do final do primeiro, mas o medo ainda permanece, porém Malorie recebe a notícia de que existem pessoas nesse novo mundo tentando mudar essa situação, o que ainda a assusta, mas enche o filho de esperança.
São dois livros que te prendem do início ao fim e que são bem rapidinhos de ler. Recomendo 🙂

Jogador nº 1 por [ERNEST CLINE]

Domingo: um livro que não queria que terminasse

Um dos meus livros favoritos da vida é Jogador Número 1 de Ernest Cline. Eu gosto tanto desse livro, que já li, reli, vi o filme (que é bem diferente) e tô querendo reler de novo em inglês. É uma história cheia de referências em um mundo futurístico em que as pessoas passam mais tempo no videogame do que na vida real, que é marcada pela pobreza e escassez. É um paralelo muito interessante com a atualidade e eu amo tanto essa história que eu não queria que acabasse nunca.
Aqui, em um futuro não tão distante, o criador do jogo Oasis deixa pistas no programa para que a pessoa que resolver o enigma herdar toda a sua fortuna. É uma enxurrada de referências aos anos 80, pois o ricaço viveu nessa época e fez o jogo conforme seus gostos: filmes, séries, músicas, jogos, personagens, enfim… quem viveu nessa época com certeza vai se apaixonar. Eu mesma deixei passar algumas referências porque nasci nos anos 90, mas mesmo assim não deixei de me divertir com essa história. Se você viu o filme, não se preocupe, devido aos direitos autorais, muitas das referências do livro foram trocadas ou deixadas de lado, pode ler sem medo.


É isso gente. Gostaram? Me diz aqui nos comentários se vocês concordam ou não e quais são os livros dos dias da semana de vocês.

Ah e um aviso: eu tô vendendo alguns livros usados lá no Twitter. Se você ainda não me segue por lá e quer conferir dicas de livros com preços baratos, corre lá 🙂

Minha Mãe É Uma Peça 1, 2 e 3 – Crítica

Hoje eu vou falar sobre três filmes nacionais que eu acho muito engraçados. Minha Mãe é uma Peça (2013, 2016 e 2019) é uma homenagem escrachada do ator Paulo Gustavo à mãe dele. Se quando você pensa em cinema nacional, você pensa em filmes de drama como Cidade de Deus, Bacurau ou Tropa de Elite, te convido a conhecer esses três filmes de comédia.

Não são os melhores filmes da vida, mas são filmes divertidos pra passar sua tarde com a família, aproveitando situações que nós brasileiros vivemos no dia a dia. Porque vamos combinar que tem muita comédia “ruim” por aí né, vamos pelo menos assistir uma que podemos nos identificar. 

Nessa história, Dona Hermínia, interpretada por Paulo Gustavo, é uma mulher de meia idade, divorciada e com três filhos. Ela é aquele tipo de mãe que não larga do pé, é insistente, preocupada, chata, mas no fundo ama a sua família. Mesmo os filhos não sendo mais crianças, ela quer estar sempre presente na vida deles e não se contenta em ficar em segundo lugar.

A personagem é muito caricata. Ela grita, briga, se estressa e a gente acaba rindo com esse humor escrachado. Paulo Gustavo traz situações da vida real para a história de uma forma exagerada e às vezes até forçada, o que contribui para o ar teatral do filme.

Os filhos Marcelina (Mariana Xavier) e Juliano (Rodrigo Pandolfo) também contribuem com o humor e com outras discussões. Como o próprio Paulo Gustavo é homossexual, a temática LGBT está presente ao longo da trama de uma forma natural, mas pouco explorada.

“A gente fica louca pra essas crianças crescerem, sair de casa e ficarem independentes, eles saem de casa e não ligam mais pra gente.”

Pra mim, o primeiro ainda é o melhor por ser o mais “original”, porém acho que o 3º tem situações mais interessantes e o 2º é o mais fraco. É claro que os filmes têm seus defeitos. Algumas piadas são problemáticas, algumas situações são clichês já apresentados nos outros filmes da franquia, mas no geral os filmes são engraçados e em alguma parte, nos fazem refletir. É importante lembrar também que nem todo filme precisa ser uma obra-prima. 

O filme se propõe a ser um filme divertido com algumas alfinetadas. E é isso que ele entrega. Se você tá em busca de um filme engraçado e já cansou dos filmes que você sempre vê, pode apostar nesse nacional, que acho que você vai se divertir.

Nota média: 7 bobs de cabelo

(Não entendeu? Assista aos filmes, eles estão disponíveis no Telecine Play)

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5 livros de autoras negras

No post de hoje, eu vim trazer uma listinha bem legal pra vocês! Esse ano eu resolvi que eu ia ler mais autoras mulheres, porque tem muita autora boa por aí, mas que às vezes é pouco divulgada e a gente acaba não conhecendo.

No primeiro semestre, eu consegui cumprir bem essa meta, mas em julho teve a Pretatona (organizada pelo Instagram do @cladaspretas), uma maratona literária com o objetivo de lermos mais autores negres. E qual não foi minha surpresa em ver que eu tinha pouquíssimos livros de autoras negras?

Por isso, eu tive a ideia de trazer essa lista pra vocês também conhecerem essas mulheres maravilhosas que estão aí quebrando barreiras e ganhando seu espaço merecido. Anotaí que a dica é boa!

Minha irmã, a serial killer (Oyinkan Braithwaite)

Drama/suspense

Eu encontrei esse livro por acaso e claro, como eu sou fã de romances policias, não resisti a esse título. A autora nigeriana brinca um pouco com essa história da irmã da protagonista ser uma serial killer. Comparado com outros livros do gênero, eu achei o livro “leve”, apesar de ter cenas de crime, mas o livro não é só sobre isso. É sobre a relação familiar e um pouco também sobre machismo. 

Korede e Ayoola têm personalidades bem diferentes. Nossa protagonista, Korede é a irmã mais velha e pragmática, enquanto sua irmã mais nova é impulsiva e tem dificuldade em perceber que suas ações têm consequências. O leitor fica ao mesmo tempo querendo entender o que se passa na cabeça de Ayoola e tentando decidir qual seria a atitude correta de Korede, se ajudaria a irmã ou não. É uma leitura bem legal se você já está familiarizado com livros de suspense ou mesmo quer começar a ler o gênero. Compre aqui!

Kindred (Octavia E. Butler)

Ficção científica

Com mais de meio milhão de cópias vendidas no mundo, Kindred é um clássico da ficção científica. Em seu vigésimo sexto aniversário, Dana e seu marido estão de mudança para um novo apartamento. Em meio a pilhas de livros e caixas abertas, ela começa a se sentir tonta e cai de joelhos. Repentinamente, ela se vê próxima a um rio. Enquanto uma criança está se afogando, instintivamente, ela corre para salvá-la. Mas, assim que arrasta o menino para fora da água, vê-se diante do cano de uma antiga espingarda. Onde ela foi parar? Ela, uma mulher negra, se vê em plena época da escravidão nos Estados Unidos.

Esse livro é sensacional. A autora descreve com detalhes como aquela época era horrível, contando de um ponto de vista de uma mulher que já nasceu quando a escravidão foi abolida, mas que por algum acaso volta para esse tempo e precisa sair dele. É um livro que com certeza vai te fazer enxergar esse momento histórico de uma outra forma. Compre aqui! 

Minha História (Michelle Obama)

Autobiografia

Na hora em que eu estou escrevendo esse texto, eu “acabei de acabar” a leitura desse livro e devo dizer: QUE LIVRO! Antes de começar a lê-lo, eu admito que conhecia o mínimo sobre a Michelle Obama, que ela é mulher do Barack Obama. Mas uma mulher não deve ser definida pelo marido (nunca), então eu fiquei curiosa pra ver o que essa mulher maravilhosa tinha a dizer. 

E não foi que eu me surpreendi? Ela não se deixa se esconder atrás do marido, ou do papel de mãe. Ela realmente faz a sua história. Eu recomendo essa leitura a todos, principalmente para as mulheres, que vão se identificar em diversos aspectos com a Michelle. Ela conta como conseguiu aos trancos e barrancos conciliar sua própria voz com as tarefas de ser mãe, esposa, primeira-dama. A narrativa também é muito gostosa, parece que você tá lendo um romance. Só tenho elogios depois dessa leitura e com certeza vou passar a acompanhar mais a Michelle. Compre aqui!

Relações étnico-raciais, de gênero e sexualidade: perspectivas contemporâneas (Aparecida de Jesus Ferreira, org.)

Não ficção

Esse livro é uma série de artigos acadêmicos sobre raça, gênero e sexualidade. Eu o baixei quando ele estava gratuito na Amazon, vale a pena dar uma olhada se ele ainda tá de graça 😉. Mesmo depois de me formar na faculdade, ainda tenho interesse em assuntos acadêmicos. E esse livro combinou bastante com isso. 

Ele é um livro pra você conhecer melhor como funciona a intersecção entre opressões e como cada uma funciona individualmente. Uma leitura para expandir seus horizontes, pensar fora da caixinha e quem sabe conseguir ser mais empático com quem tá do seu lado. Eu fui lendo um artigo por vez, como uma leitura por hobby mesmo já que os artigos são pequenos, mas se você quiser, pode devorar o livro de uma vez e aprender um bocado de coisa em apenas uma leitura. Compre aqui!

Hibisco roxo (Chimamanda Ngozi Adichie)

Drama

O último, mas não menos importante, é de uma escritora que já é muito falada no mundo inteiro e que eu particularmente adoro. Já falei dela no post aqui do blog sobre 10 livros que me marcaram e agora volto falando dela com um livro de ficção, que é simplesmente surpreendente.

Hibisco Roxo traz um panorama da Nigéria atual. Aqui a violência é muito presente dentro da casa da adolescente Kambili. Seu pai, que se diz extremamente religioso, usa da sua religião pra justificar atos impensáveis contra sua mulher e filhos. Eugene segue a religião católica e nega de forma impiedosa a cultura local. Ele segue tanto a cultura branca que repudia as tradições do povo nigeriano e se afasta da família (pai e irmã) para fugir do inferno, já que ambos não frequentam a sua igreja. Infelizmente muitas pessoas também usam da religião para justificar atos violentos aqui no Brasil, então não é algo tão distante da nossa realidade. Vale a pena conferir. É um livro que vai mexer com você assim como mexeu comigo. Compre aqui!

Eu percebi algumas relações entre Hibisco Roxo e Minha Irmã, a serial killer (mas talvez isso seja spoiler, então pode ser tema para um próximo texto). E você leu alguns desses livros? Me recomenda autoras negras para eu conhecer? Comente aqui embaixo e vamos continuar a conversa!

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Séries para maratonar na Netflix

O post de hoje é pra quem, assim como eu, ama assistir séries, mas fica em dúvida com as infinitas séries que existem nos serviços de streaming. Às vezes, eu fico mais tempo rodando o catálogo da Netflix do que assistindo de fato (e eu sei que você também já fez isso kkk).

Pensando nisso, eu separei 3 séries da Netflix que me deixaram VICIADA, mas que são curtinhas então dá pra maratonar sem problemas. 

Sex Education (Comédia)

A série conta a história de Otis (Asa Butterfield), um adolescente meio introvertido que vive com sua mãe, Jean (Gillian Anderson), uma terapeuta sexual. Apesar de não ter perdido a virgindade ainda, ele sabe muito do assunto na teoria. Junto com Maeve (Emma Mackey), uma colega de classe rebelde, ele começa a dar conselhos sexuais ao seus colegas em troca de dinheiro.

Eu amo essa série! Eu assisti as duas temporadas em uma semana e, na semana seguinte, já assisti de novo com meu namorado. E já tô ansiosa pra próxima temporada que deve sair no primeiro semestre de 2021.

É uma série divertida, mas que trata sobre diversos tabus ligados a sexualidade, preconceitos e adolescência no geral, tudo de uma forma natural. Recomendo muito pra quem quer ver uma série levezinha.

The Umbrella Academy (Fantasia)

Essa também é uma ótima série para maratonar. Ela tem só duas temporadas e os episódios vão te fazer devorar essa história. Aqui vamos conhecer a história dos Hargreeves. O milionário Sir Reginald (Colm Feore) “adotou” sete crianças que nasceram no mesmo dia de forma misteriosa, porque nenhuma das mulheres estava grávida antes de darem a luz. Como essas crianças possuem habilidades especiais, Reginald resolve montar uma equipe com elas para combaterem o mal.

Depois da maioridade, cada irmão segue o seu caminho. Eles só se reencontram depois da morte do milionário, que revela segredos de família e que eles vão precisar se unir para salvar a humanidade.

A série é bem divertida e muito bem produzida. Se você gosta de séries de fantasia, com super-heróis que precisam correr contra o tempo pra salvar o mundo, você também vai gostar de The Umbrella Academy.

Sherlock (Mistério)

Aqui vamos ver uma adaptação das histórias do escritor Arthur Conan Doyle para os dias atuais. Apesar de ter 4 temporadas, a série tem poucos episódios, então ela é ótima para maratonar. Se você já conhece as histórias de Holmes, vai gostar do trabalho feito nessa série, mas se você ainda não teve nenhum contato com o detetive mais famoso da ficção, pode ser uma boa forma de conhecer essa mente fantástica aqui.

Quem interpreta o Sherlock é o Benedict Cumberbatch e ele combina muito com a personalidade mais fechada e excêntrica de Holmes. E o Martin Freeman dá vida ao Dr. John Watson. Eles vão investigar crimes pela Londres do século XXI, sem deixar de lado a perspicácia tão característica do detetive. Para mim, é uma das melhores adaptações para a televisão.

Existem rumores de uma nova temporada, mas não tem nada confirmado. Mas as 4 temporadas já dão um desfecho excelente pra série se você não quiser esperar até umas quinta temporada. 

E ai, tem alguma série para me indicar?

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